Médicos e especialistas debateram os impactos do uso prolongado de cigarros eletrônicos em encontro na noite de quinta-feira (24), em Uberlândia. A atividade "Por trás da Fumaça" foi organizada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em conjunto com a Sociedade Mineira de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SMPCT).
O debate teve como foco o público jovem e contou com a participação do docente de Pneumologia Tulio Marquez Cunha, da pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo e do professor de Odontologia Paulo Vinícius Soares. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) apresentados no encontro indicam que 29% dos jovens entre 13 e 17 anos já experimentaram o dispositivo.
Segundo Cunha, a concentração elevada de nicotina acelera a dependência entre crianças e adolescentes e provoca doenças como enfisema e lesão pulmonar aguda. Na área odontológica, Soares explicou que o produto desequilibra bactérias bucais, favorece cáries e inflamações e gera substâncias cancerígenas como o acetaldeído durante o aquecimento da fumaça. Dalcolmo apontou que o aumento de usuários de vape compromete a política antitabagista do país e cria novos desafios de saúde pública.
