Uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) investigou as condições de trabalho de psicólogas em plataformas digitais de terapia. O estudo foi conduzido pela pesquisadora Gabriela Araújo Barbosa, sob orientação da professora Maristela Pereira, e divulgado pela universidade nesta sexta-feira (25).
O trabalho reuniu entrevistas com oito profissionais autônomas que atendem por meio de aplicativos. Segundo o levantamento, o modelo de intermediação gera instabilidade na remuneração, sobrecarga e perda de autonomia, com oscilação entre períodos de alta demanda e fases sem procura por consultas.
As participantes relataram dificuldades para estabelecer limites entre vida profissional e descanso, falta de controle sobre as regras de visibilidade dos perfis e valores fixados pelas empresas. O estudo também identificou episódios de assédio enfrentados pelas psicólogas sem suporte das plataformas digitais, situação que levou o grupo a formar redes de mensagens para alertar colegas sobre perfis suspeitos.
O trabalho completo estará disponível para consulta pública no Repositório Institucional da UFU a partir de julho de 2027.
