A aprendizagem histórica intercultural e o ensino de culturas originárias foram temas de palestras na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) durante a II Semana dos Povos Indígenas. O evento ocorreu entre terça-feira (20) e quinta-feira (22) e reuniu professores, estudantes e líderes comunitários no campus da instituição.
Na palestra sobre aprendizagem intercultural, a professora Luciana Leite da Silva, da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), abordou a formação de professores e a Base Nacional Comum Curricular. A docente destacou a necessidade de incluir diferentes visões de mundo nas disciplinas escolares e defendeu que a educação intercultural também faça parte da formação de não indígenas.
A aplicação da Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na educação básica, foi analisada pelo professor Roberto Mori. O pesquisador indicou avanços na produção de livros didáticos, mas ressaltou a importância de as universidades ofertarem disciplinas específicas e formação continuada para quem já atua em sala de aula.
A programação foi organizada pelo Instituto de História (Inhis), Arandu e lideranças indígenas, com foco nas comunidades presentes no Triângulo Mineiro. Segundo a professora Patrícia Nascimento, uma das organizadoras, a edição priorizou debates conduzidos por lideranças jovens que estudam na graduação e na pós-graduação da UFU.
