Laticínios de Uberlândia registram aumento entre 15% e 20% no valor do leite cru utilizado na produção de queijos e doces, de acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) divulgado nesta sexta-feira (9). O avanço nos custos tem chegado ao consumidor final em razão das margens reduzidas do setor.
O vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Alimentação de Uberlândia (Siau) e executivo da Fama Alimentos, Fausto dos Santos, relata que o valor pago ao produtor subiu cerca de 3% ao mês desde junho de 2026 e alcançou até R$ 3,00 por litro. "O impacto maior está no consumidor final pois repassamos esses custos, o setor de laticínios é muito dinâmico , e a margem das indústrias é muito baixa, então tem que fazer gestão muito eficiente para ficar no mercado", afirma o representante.
No segundo trimestre de 2026, o preço real médio do leite cru pago ao produtor subiu 19,7% em Minas Gerais em relação ao trimestre anterior, com valor de R$ 2,78 por litro. No atacado estadual, as maiores elevações ocorreram no leite UHT, com 23,0%, e no queijo muçarela, com 21,3%.
As microrregiões do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba respondem por 21,3% dos empregos em laticínios de Minas Gerais e somam 25,4% da massa salarial do segmento no estado.
